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quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Confissões por mim mesma. #IV Este texto é sobre sanidade.

Como já escrito, este texto é sobre sanidade, neste momento especificamente da minha sanidade. Assim pra valer, acredito que já surtei muito. Psicologicamente e fisicamente. Mais ultimamente estou beirando a exaustão física.

Toda noite eu durmo (na verdade eu cochilo) deitada, claramente. Acordo me arrumo e pego o ônibus, durante o trajeto para ir trabalhar eu vou sentada. E com certeza, eu trabalho sentada por horas. Vou a faculdade sentada no metrô. O tempo que tenho antes da aula começar, eu utilizo sentada estudando na sala de estudos. Assisto a aula sentada. Volto pra casa sentada no ônibus e chegando em casa vou deitar e dormir.

Após alguns exames constatei que estou sem vitamina D. Cara eu não vejo o sol.

Mas hoje eu estou com febre, eu estou delirando. Está sol, a temperatura está por volta de 30° em São Paulo, nesta tarde e eu estou de blusa de frio sentindo calafrios e me sentindo queimar ao mesmo. Lá estava eu tentando dormir no pátio da faculdade, geralmente dormir resolve os problemas da carne.
Senti que havia dormido por uma hora, eu estava quebrada, tudo  dói. Imaginei que dormir sentada de mal jeito em uma cadeira havia me causado estes desconfortos. Mas não. Eu ardia, eu queimava, eu estava com frio.

Eu juro que tentei, mas eu estava delirando. Quente e frio. Quente e frio brigando dentro de mim.

Meus olhos ardem, meus olhos ardem todos os dias quando eu acordo. Quantas vezes parei de escrever essas palavras vazias, porque meus ardiam? Meus olhos ardem, a lágrima salgada faz meus olhos arderem. E ardem muito.

Mas é isso exaustão. E cheguei a exaustão. E tudo isso me fez lembrar que eu estou viva, me fez sentir viva outra vez. Sei que a dor já está atrelada a minha vida e é a Dor que me faz sentir viva.




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